Certificação de produtos orgânicos: segurança para produzir, qualidade para consumir
Saiba como esse reconhecimento pode contribuir para o trabalho do pequeno produtor rural brasileiro, além de promover mais confiança e qualidade aos consumidores.
O mercado de orgânicos tem crescido no Brasil e você, produtor rural, precisa estar preparado para andar junto com essa evolução e seguir produzindo
alimentos de qualidade para a população. Por isso, medidas como a
certificação de produtos orgânicos são necessárias, trazendo maior reconhecimento, estabilidade e segurança a quem produz. Quer saber mais detalhes? Continue lendo este conteúdo exclusivo da
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O que são produtos orgânicos?
Um produto orgânico é aquele produzido por meio de processos sustentáveis, que não prejudicam o ecossistema da região de origem. Sejam eles in natura ou processados, alimentícios ou não alimentícios, para serem comercializados legalmente e considerados, de fato, orgânicos, eles devem ser certificados por instituições credenciadas no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), conforme a legislação brasileira.
Por ter qualidades diferenciadas e preferíveis a mercadorias ultraprocessadas, o produto orgânico é bastante procurado pelos consumidores, já que oferece diversos benefícios tanto para as pessoas quanto para o meio ambiente, como:
- Alimentos saudáveis, livres de contaminação por produtos químicos;
- Preservação da diversidade dos ecossistemas por meio de práticas e produtos sustentáveis;
- Condições de trabalho baseadas na justiça, dignidade e equidade;
- Fortalecimento produtivo e desenvolvimento regional.
Normalmente, eles são produzidos por pequenos produtores rurais e comercializados em locais de fácil acesso à comunidade, como feiras, lojas, delivery, centros fortalecedores da agricultura familiar, entre outros.
A produção orgânica no Brasil
No Brasil, segundo o MAPA, atualmente o país possui 23.772 produtores orgânicos cadastrados, sendo que grande parte deles está concentrada em nossa região, o Sul.
No Paraná, são 4.269 produtores que contribuem para a produção de produtos sustentáveis, fortalecendo ainda mais a região.
Além de ser o maior produtor, o Sul também é o maior consumidor dessas mercadorias. De acordo com o
Panorama do consumo de orgânicos no Brasil, realizado em 2019 pela Associação de Promoção dos Orgânicos (Organis), 23% da produção brasileira é consumida por aqui, sendo que os mais procurados são frutas (25%) e verduras (24%).
Os números são a prova viva de que esse mercado está em expansão e tem potencial para crescer ainda mais, trazendo melhor qualidade de vida para quem consome e maior reconhecimento a quem produz. Contudo, para produzir do jeito certo, é preciso seguir legalidades importantes, como possuir a certificação por meio do
Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos (CNPO).
Certificação de produtos orgânicos: o que é, por que e como fazer?
A certificação dessas mercadorias surgiu da necessidade de oferecer aos consumidores mais segurança quanto à qualidade, pois é uma garantia de autenticidade de que produtos rotulados como orgânicos tenham sido produzidos dentro dos padrões.
Para quem produz, ela traz vantagens tais como: garante a rastreabilidade, reduz custos com insumos químicos, aumenta a confiança na marca, oferece maior valor agregado, acesso a mercados premium e fidelização de consumidores, resultando em melhores preços de venda e maior competitividade no mercado. A certificação pode ser feita de três maneiras:
1. Certificação por Auditoria (Certificadora)
Método comum para produções de médio/grande porte, para conquistá-lo é preciso contratar um Organismo de Avaliação da Conformidade (OAC), credenciado pelo MAPA, que vai verificar se as práticas de manejo estão de acordo com a legislação e, então, emitir um selo de conformidade.
2. Sistema Participativo de Garantia (SPG)
Esta é uma opção mais acessível para agricultores familiares e associações, que funciona através de uma rede de produtores, consumidores e técnicos, organizados em um OPAC. A garantia de conformidade é dada pela responsabilidade solidária e pelo controle social, onde os membros fiscalizam uns aos outros.
3. Organização de Controle Social (OCS)
Voltada para a venda direta ao consumidor final, esse método dispensa o selo físico, mas exige o cadastro no MAPA e no CNPO. O controle é feito sem custos por um grupo de produtores, técnicos e consumidores.
Assim, o produtor tem mais segurança para produzir e oferece mais qualidade para o consumidor.
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